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É com muita satisfação que anuncio que, a partir deste mês, sou responsável pela tradução para português da newsletter de Sandra Ingerman, uma das referências do Xamanismo e uma das pessoas que me tem inspirado no meu caminho xamânico.

Este mês Sandra Ingerman escreve-nos sobre a capacidade de deixar morrer o passado e construir um novo futuro, começando por cultivar pensamentos positivos de alegria, amor e tranformação. Diz-nos, também, que não é de um egoísmo puro termos orgulho naquilo que somos e noso trabalho. Pelo contrário, é uma forma de transmitirmos a paixão que sentimos pela vida e, em consequência, atrairmos sucesso.

Visitem o site e leiam a versão portuguesa:

Transmutation News

Transmutation News – versão portuguesa

Com o novo ano, novidades no percurso do Caminhos da Alma. Depois da palestra serão também divulgadas as actividades previstas. Apareçam!

“Quando a esmola é muita, o pobre desconfia”, estamos fartos de ouvir dizer desde crianças. E talvez também porque não gostamos de sofrer, preferimos desconfiar das coisas boas que nos acontecem. Não deram já convosco a pensar, perante um acontecimento fantástico, “eh pá, o que será que vai acontecer de mal a seguir?” É como se nos fôssemos preparando para um eventual revés na situação. E enquanto estamos preocupados com o mal que virá a seguir, estamos a gastar o tempo que podíamos aproveitar a saborear as coisas boas. Confiar é difícil, sobretudo se estamos habituados a jogar à defesa e a não conseguir sentir o bom por muito tempo. Como tudo, também nos podemos habituar a pensar que merecemos o bom e que ele pode durar na nossa vida. Como se faz isso?! Não sei bem. Mas penso que pode ser uma questão de confiança…

Outro dia perguntavam-me: se consegues fazer terapias a outras pessoas e ajudá-las, por que razão não consegues resolver todos os teus problemas?! Confesso que a pergunta me deixou um bocadinho apreensiva, eu que gosto da perfeição e do exemplo (algo que também se aprende a ir largando com o tempo). Mas a resposta é simples. Pela mesma razão que um psicólogo não faz sessões a familiares e

"O Terapeuta", Magritte

procura outros colegas quando precisa de se tratar, também um terapeuta numa área chamada mais “alternativa” não é bom juiz em causa própria. É sempre mais fácil serem os outros a darem-nos uma ajudinha de fora, ainda que a solução e decisões estejam depois dentro de nós. Por muito que leia, pratique, experiencie, vou sempre interrogar-me se o que tenho está a ser bem diagnosticado por mim ou estou a deixar que factores o influenciem, como o meu desejo de me ver livre dos problemas e a minha subjectividade. Por isso, “não. Ninguém tem a solução para todos os problemas, nem mesmo um terapeuta”. Além disso também penso que quando chegarmos ao ponto de nada ter para resolver, deixa de fazer sentido estarmos vivos (se encararmos a vida como oportunidade de aprendizagem). Noutra perspectiva, um terapeuta não é um produto perfeito e acabado (mesmo que as pessoas projectem isso nele ou que alguns o queiram parecer). E os problemas são sempre oportunidades de ir mais além no conhecimento terapêutico e na aproximação que podemos ter com os problemas dos que nos procuram. Face a um problema vamos procurar crescer, evoluir, trabalhar-nos para resolvê-lo. Estaremos a dar passos em frente na nossa cura e na ajuda que podemos dar à cura dos outros.

Espero que todos tenham entrado muito bem em 2011, um ano que os especialistas garantem ser de crise. Já sabem o que penso em relação a isso. Se a vida é por ciclos e a seguir a um momento mau vem um bom e vice-versa, então há-de haver sempre quem esteja bem e menos bem numa mesma fase. E por que não poderemos ser nós a estar bem desta vez? 

Ontem li um texto sobre a possibilidade de traçarmos o nosso rumo e construirmos um novo caminho a qualquer momento. A mensagem, da já aqui falada Sandra Ingerman, lembrava-nos como é bem mais fácil refugiarmo-nos nas nossas dores e queixas e seguir viagem assim, com a bagagem que já conhecemos. Mas há outra forma possível: cortar com pensamentos antigos e doentios e comprometermo-nos a construir uma nova etapa de vida. Pensamento positivo, optimismo, esperança e confiança numa vida melhor. Sandra Ingerman lembra que é preciso cuidar bem do nosso “jardim”, que terá as flores que escolhermos plantar. Bem no início do ano e com as previsões de crise pela frente, vamos ousar fazer diferente?!

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não me esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo e que posso evitar que vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo”

Fernando Pessoa

BOAS FESTAS!!!

Confesso que estou um bocado farta das notícias sobre a crise. Ver um telejornal ou ler os diários põe-nos deprimidos, assim como falar com algumas pessoas. Já repararam que anda quase tudo triste, preocupado e sem esperança?! Depois descarregamos uns nos outros e gastamos muita da nossa energia em preocupações que de nada valem.

Algumas vezes encontro-me no limbo entre as trágicas evidências de uma crise anunciada e a esperança inabalável de que há outro projecto para mim, mesmo com o mundo em crise. Se a vida é feita de ciclos e não andamos todos ao mesmo ritmo, por que razão teremos então todos de estar em crise? Pode ser que para alguns de nós – sobretudo os que têm andado em crise há muito tempo – esta seja a altura das vacas gordas e das grandes oportunidades.

Acho que vale a pena pensar nisso. Ir além das crenças exteriores do “já estás velho para trabalhar”, “já é tarde para ter filhos”, “o mercado está cheio”, “ninguém te vai pagar muito” e acreditar que, se a nossa vida tem um sentido espiritual, então não se rege apenas pelas leis materiais e palpáveis. Também me cabe a mim renunciar a esta crise –  eu sei que é difícil – e tentar pensar contra a corrente. Hoje, apesar da chuva e das notícias das agências de rating, apetece-me rir e apregoar aos quatro ventos que “EU NÃO ESTOU EM CRISE!”

O meu desafio para este Natal é que redefinamos as nossas prioridades e os gastos (e vamos ver que não precisamos assim de tanto) e ousemos dizer “não!” à crise. Podemos pagar mais impostos e não ter aumentos de ordenado, mas ninguém nos pode tirar o sorriso dos lábios e a vontade de acreditar que tudo está e vai ficar bem.

“Plante uma semente e ela crescerá” é uma das mensagens que gostaria de partilhar convosco hoje. Fartamo-nos de ouvir falar na Lei da Atracção, na importância dos pensamentos e do optimismo para uma vida mais feliz. E até podemos saber que, se pensarmos o melhor, mais hipóteses teremos de nos sentir bem. Mas não é fácil acreditar que a vida pode ser diferente quando a nossa história nos traz o peso da dor e do infortúnio. E todos já tivemos desses momentos.

Numa das leituras que hoje fiz era defendida a tese de que vamos sempre a tempo de construir a nossa realidade. O que lá vai, lá vai. O facto de ter sido assim não significa que vá continuar a ser. E em muito depende de nós. Então e o que é preciso fazer para mudar o nosso “destino”?! Em primeiro lugar, talvez descontruir isso mesmo: o conceito de destino e a probabilidade de sermos nós que o fazemos. Depois, identificar as crenças que sempre nos incutiram e que acabaram por construir a nossa realidade. Se partirmos do pressuposto que somos um produto do nosso meio e de quem nos criou, significa então que temos o potencial de ser um produto diferente, que vai mudando e se vai adaptando às realidades impostas. Ora então e se construirmos a nossa realidade? Parece-me que – apesar de lento porque já criámos um hábito – é possível abanar estruturas e plantar a semente que queremos. É como a história dos dois lobos. Vai crescer a semente que eu alimentar…

Se está farto do consumismo do Natal e este ano pretende olhar a outros valores, ofereça uma prenda original.

Está a ajudar alguém –  homem ou mulher – a tomar contacto com o seu Eu Interior, trabalhando as questões que ainda o impedem de viver a vida em toda a plenitude, com a entrega e a alegria necessárias.

Como os tempos são de crise – dizem os entendidos – aproveite a oferta que faz a outrém para receber também um presente.

Mais informações em caminhosalma@gmail.com ou sofia.frazoa@gmail.com