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É já amanhã!

É já amanhã, 19 DE FEVEREIRO, das 15h às 16h30, a palestra gratuita no espaço TERAPIAS DO AMOR E DA ALEGRIA (Travessa do Giestal Nº 48 B  – 1300-278 Lisboa. VER MAPA)

QUER MUDAR A SUA VIDA?

Aceite este desafio. Descubra o seu poder pessoal e aprenda a viver melhor. Que crise é esta que nos invade? Será possível combatê-la a partir de dentro? Como se podem fazer grandes mudanças na vida e ser feliz mesmo em tempos de crise?  

Venha, também, conhecer um grupo que se vai reunir todos os meses, a partir de Março, para partilhar experiências. Sente-se perdido, desmotivado, mal-amado, sem objectivos? Este é o grupo que procura! Os temas são variados e vão ser explicados amanhã.

Venha, ainda, ouvir o que o Xamanismo propõe como solução para enfrentar estes tempos difícieis!

Há semanas que as montras se enchem de corações, as publicidades de sugestões de presentes, os restaurantes de ementas “especial dia dos namorados”. Por um lado, facilitam-nos a vida, pois andamos todos acelerados com o trabalho e os afazeres diários que não sobra muito tempo para nos preocuparmos com outras coisas. Por outro lado, quase nos obrigam a entrar na engrenagem de ter de oferecer um presente, jantar fora, ter um gesto especial, celebrar o dia, etc, etc, etc.

Às vezes dou por mim a pensar como perde tanto a graça deixarmos que sejam os outros a decidir por nós o que fazer e, mais importante, quando fazer. Cada um tem o seu tempo, o seu ritmo, a sua energia, os seus humores. E hoje pode apetecer a alguém ficar enfiado em casa a ver um filme em vez de se sentar com o seu mais-que-tudo num restaurante cheio de casais, que não podem falar intimamente porque na mesa quase em cima da sua está outro casal que se juntou no mesmo sítio, à mesma hora, para celebrar a mesma data!

Confesso que, de vez em quando, gosto de “virar tudo do avesso”. E proponho – neste dia que já deixou de ser especial porque todos fazem as mesmas coisas ao mesmo tempo – que aproveitem para reflectir sobre o Amor. O que é o Amor? Como é o vosso Amor? É realmente Amor o que sentem pelo outro?

Um dia alguém me dizia “Será que se pode chamar Amor às relações de dependência que vivemos?! Não será o Amor a maior fonte de Liberdade?!”. Hmm. É duro e complexo filtrarmos as nossas relações por este prisma, não é?! Mas é esta a reflexão que proponho para um dia como os outros, que tentamos tornar especial.

Proponho, também, a quem hoje não tem namorado e pode estar triste com isso, que pense como nem tudo é o que parece. E a vida é feita de escolhas. Se hoje alguém escolheu viver um relacionamento e manter-se nele – signifique isso estar bem ou estar mais ou menos -, outros escolheram não ter um parceiro porque se querem encontrar, porque não se apaixonaram, porque se sentem bem sozinhos ou simplesmente porque sim. E tudo é aceitável, vale o que vale, faz parte da vida.

Na minha vibração de “virar tudo do avesso”, proponho que aceitemos cada vez mais que deixou de haver um padrão de relação e de compromisso. E que percebamos que muitos dos complexos e barreiras que atribuímos à sociedade e aos outros estão nas nossas cabeças.

Tenho sido convidada, nos últimos tempos, a perceber que não só nada é definitivo, como não é mais possível viver agarrado a velhas crenças e modos de agir. O mundo está em mudança vertiginosa e, se não a acompanharmos, é bem possível que sejamos cilindrados pelas mudanças constantes que surgem. Estive a pensar sobre tudo isto e resolvi que há que fazer diferente!

 Convido-vos a sair da zona de conforto e vir assistir a uma palestra gratuita no DIA 19 DE FEVEREIRO, das 15h às 16h30, no espaço TERAPIAS DO AMOR E DA ALEGRIA (Travessa do Giestal Nº 48 B  – 1300-278 Lisboa)

O que posso prometer?! Muita abertura de espírito, informação e vontade de mudar de vida. Aqui fica o texto do convite, mas mais não digo. Ousem fazer diferente: APAREÇAM!

QUER MUDAR A SUA VIDA?

Aceite este desafio. Temos um grupo de mulheres que se reúne todos os meses para conversar e partilhar experiências. Sente-se perdida, desmotivada, mal-amada, sem objectivos? Este é o grupo que procura! Descubra o seu poder pessoal e aprenda a viver melhor.

Informaçõs: caminhosalma@gmail.com

Hoje lia um livro de Sandra Ingerman sobre a vida depois de um processo terapêutico (o que fazer, decisões a tomar, cuidados a ter) e cheguei a um parágrafo onde a autora falava da necessidade que um terapeuta tem de se proteger energeticamente. Pode ser um médico, enfermeiro, técnico que trabalhe num hospital ou um terapeuta das chamadas terapias alternativas. Eu diria mesmo que podemos ser todos nós que vivemos em sociedade, costumamos ajudar os outros e ficar preocupados com os seus problemas.

Sandra Ingerman dá o exemplo de um homem que, depois de fazer tratamentos a outras pessoas, ficava sem energia, muito cansado e com sentimentos negativos em relação a si e ao mundo. Verificou-se que a sua sensibilidade levava-o a sentir exactamente os males do paciente, mas depois não se conseguia desligar disso.

A mensagem, importante, é que temos de sentir empatia com os problemas dos outros, mas perceber nitidamente o que é nosso e o que é deles e não deixar que essa energia nos atinja. De que forma isso se pode fazer? Uma das maneiras é imaginar que estamos dentro de uma bolha azul e que nada nem ninguém nos pode atingir. Andamos diariamente por espaços tão confusos e “poluídos” que podemos chamar esta imagem mesmo se não formos terapeutas e sempre que nos pareça que podemos estar a deixar-nos envolver por aquilo que não nos pertence.

Boa semana!

A versão portuguesa da newsletter de Sandra Ingerman, traduzida por Caminhos da Alma, já está disponível em Transmutation News.

Este mês fala-nos da necessidade de respeitar a Terra e os outros; da solidariedade; do controlo e de uma urgência de revermos o nosso papel no mundo. Deixou de ser possível viver como até aqui, sem responsabilidade pelos nossos actos e pelas nossas escolhas. Daqui para a frente, sai vencedor no meio do caos quem conseguir ir buscar entro de si a força de cura e de mudança. E isso exige compromisso, perseverança e vontade profunda de fazer mais e melhor.

Outra das mensagens, com todas as catástrofes e um modelo económico falido, é a de que temos de mergulhar no nosso lado espiritual. Encontrarmos a vibração certa que nos faz viver em pleno quem somos e, dessa forma, servirmos de inspiração para os outros. Não se trata de ser melhor, nem de ser um modelo. Trata-se, apenas, de ajudarmos os outros a perceber que também podem estar serenos, enraizados e felizes. Basta querer e trabalhar para isso.

Hoje faço por aqui uma breve passagem para reflectir sobre um tema que me tem surgido nos últimos dias: a questão do controlo e da confiança. Até que ponto conseguimos controlar o que nos acontece na vida? E se, realmente, não conseguimos, o que nos resta a seguir? A vida tem-me convidado a perceber que tudo aquilo que eu tomo como mais controlado é o que me escapa mais rapidamente. Então optei por aceitar que até posso não controlar tudo (eu diria mesmo quase nada), mas que posso sempre escolher como reagir a isso. Podem não acreditar, mas tenho verificado que quanto menos me preocupo e mais “deixo ir”, melhor entendo esta dinâmica de que há uma espécie de “projecto” para cada um de nós. No fundo, há que confiar porque esta vida dinâmica e criativa que nos suporta nunca nos irá deixar desamparados.

É a minha mensagem do dia: por mais desalinhada e desesperante que uma situação pareça de momento, vamos acreditar que é possível superá-la e tirar o melhor dela. Fui recentemente convidada a fazer esse exercício e garanto que funciona.

Bom resto de semana!

O dia hoje acordou cheio de Sol e bem convidativo a aplicarmos uma das práticas xamânicas de contacto com a Natureza. Onde quer que nos encontremos, vamos tentar sentir que fazemos parte desse todo?! Mesmo no meio da  cidade podemos respirar fundo, sentir a energia positiva que flui em nós e agradecer por mais um dia.

Aproveitem!

O dia hoje, para muitos, é de tomada de decisões. Poderá ser também um bom dia para observarmos a nossa mente. O que por ela passa que parece pertencer ao passado?! Que filme teimamos repetir continuamente?! Poderá ser o momento de cortar com o que ainda nos atormenta (e que não nos leva a nenhum lado) e abrir espaço para novas ideias e realidades.

Bom resto de domingo!

Eliana Harvey é fundadora da Shamanka School of Women, uma escola de mulheres dedicada à formação e trabalho com Xamanismo. A propósito da palestra “Xamanismo no Feminino”, realizada na Espiral, Eliana enviou uma mensagem ao público português que aqui traduzo e transcrevo:

Eliana Harvey, da Shamanka School of Women

“Chegou o tempo de todos – não apenas as mulheres – redescobrirem as dádivas e qualidades do princípio feminino. A sobrevivência da nossa civilização e do nosso Planeta podem depender disso.

É necessário um profundo respeito pelo ambiente e pela própria Terra,  que nos dá tudo o que necessitamos para sobreviver. Comportamo-nos  como crianças mimadas se acreditarmos que podemos continuar a exigir e a tirar partido sem nada dar em troca.

O mesmo é válido para a maneira como tratamos os outros, sem percebermos que há um sentido de comunidade e partilha que nos ajudará a atravessar estes tempos de desafio, que nos provam que os antigos sistemas, outrora sólidos, estão em vias de colapsar.

Nestes tempos de mudança, as qualidades exigidas são:
-Força interior
-Responsabilidade pelas nossas acções e manter a nossa verdade
-Compaixão por nós e pelos outros
-Cuidar
-Percepção da natureza profunda das coisas e situações
-Paciência
-Receptividade
-Consciência da interconexão de toda a vida
-Criar pela beleza e pelo uso que as coisas podem ter, não apenas para proveito próprio
– Ter tempo para reflectir e contactar com a Natureza

O caminho xamânico, especialmente o trabalho no feminino, desperta as mulheres para a sua verdadeira essência e oferece-lhes comprovadas ferramentas de empoderamento, cura das dores e feridas profundas e permite-lhes o acesso à sua sabedoria inata e à sua criatividade.”
Eliana Harvey

"O Xamanismo no Feminino", palestra na Espiral - 18 Jan 2011

Agradeço a todos os que estiveram presentes ontem na Espiral para ouvir falar do Xamanismo no Feminino. Vim a pensar que, sem intenção, poderia ter passado mais a ideia de uma abordagem sociológica de género do que propriamente sobre o tema que tanto me apaixona e a propósito do qual nos reunimos.

Por um lado, a forma como encaro o Xamanismo é aplicando-o ao dia-a-dia, que se confronta com muitas e difíceis abordagens (que incluem muitas questões e, obviamente, também as de género). Por outro lado, o Xamanismo é algo que “está” em nós, daí ser-me difícil olhar para ele como algo exterior que possa ser, apenas e só, teoricamente explicado (já para não falar da sua complexidade).

Em resumo, o que gostava que tivesse ficado bem claro é o seguinte:

O Xamanismo é uma sabedoria antiga, de origem tribal, praticada há milhares de anos por homens e mulheres. Apesar de todas as variações, na sua origem mais primordial está esse amor/reverência à Terra (como nossa mãe) e ao Espírito através de todas as suas formas de criação.

"O Xamanismo no Feminino", palestra na Espiral - 18 Jan 2011

Como seres que dão vida, as mulheres têm essa ligação profunda com a Grande Mãe Terra (se quisermos, como diziam tribos no México, através do útero e do poder/sabedoria inata que carrega). O que nos acontece muitas vezes é estarmos desconectadas dessa sabedoria intuitiva e fonte de criatividade que possuímos. Daí fazer sentido falar em Feminino no Xamanismo.

Dizem os entendidos que a Terra chora de dor e destruição (por isso assistimos a tantas catástrofes naturais, muitas delas a provar-nos que somos muito pequeninos e impotentes comparados com a sabedoria e força da Natureza). A sociedade encheu-nos de papéis que temos de desempenhar. As questões de género polarizaram-se no masculino (ao reivindicarem os seus justos direitos, as mulheres como que se “masculinizaram”). Onde há lugar, então, para deixar surgir essa sabedoria inata?

O convite é, por isso, o de religação com o nosso feminino, com a Terra, com a sensibilidade e intuição que nos surgem por direito e natureza. Claro que os homens (ou a energia masculina) têm parte activa neste processo. O dinamismo, acção, empreendedorismo são muito necessários nesta transformação. Mas também o são a reflexão, a sensibilidade, a capacidade equilibrada de “cuidar” que tem o feminino.

Cada ser humano – seja homem ou mulher – só pode funcionar ao seu nível mais profundo se tiver os lados feminino e masculino (Yin e Yang) equilibrados. E é isso que o Xamanismo nos está actualmente a convidar a fazer. Seja homem ou mulher, nutra o seu lado “feminino”, deixe-o manifestar-se sem medo do que os outros possam pensar.

Deixo, no próximo post, a mensagem de Eliana Harvey (mentora da Shamanka School of Women) que foi enviada a pensar nos que estiveram presentes no encontro de ontem.

Obrigada e até breve!