Para quem os diplomas são uma garantia de “qualidade” ou, pelo menos, certificação de conhecimento, aqui fica um breve resumo de como poderia ser apresentada.
Sofia Frazoa é terapeuta certificada pela Shamanka School of Women, em Dorset (Inglaterra). Em Portugal fez a formação na Florescer (representante portuguesa da Foundation for Shamanic Studies, de Michael Harner). Dá consultas de xamanismo e cursos/workshops de xamanismo e desenvolvimento pessoal. É responsável pela tradução portuguesa da newsletter Transmutation News, de Sandra Ingerman, uma das referências do Xamanismo. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, onde está a concluir o mestrado em Estudos Sobre as Mulheres, dedicou-se na última década à área da comunicação. Em 1997 iniciou o seu caminho de auto-descoberta e desenvolvimento pessoal, com formação em diversas áreas.
Eu: uma possível definição
Se tivesse de me definir enquanto terapeuta, a ideia de “curador ferido” seria, sem dúvida, a que mais se adequaria ao meu perfil e ao meu percurso. Desde cedo despertei para tudo o que existe “para além de” e tentei procurar respostas às inúmeras dúvidas existenciais e dores de Alma que me foram inquietando. Nos últimos 15 anos foram vários os percursos, desde o Reiki à Regressão, Hipnose, Método Louise Hay, Astrologia e muitos outros métodos de desenvolvimento pessoal e de descoberta interior.
Foram muitos os avanços e recuos, as crenças e descrenças, as ilusões e desilusões próprias de um caminho de auto-descoberta. Hoje, apesar das dificuldades que isso comporta, assumo que só assim fez sentido.
Como todas as pessoas auto-críticas e exigentes, segui o percurso certinho de tentar não pôr um pé em falso, nem na vida nem na profissão. Depois de uma carreira de mais de uma década (que posso dizer bem sucedida) na área da Comunicação, resolvi pôr em causa todos os paradigmas.
O Xamanismo foi um dos desencadeadores desse dizer “basta!” e a “solução” que se me apresentou como a mais evidente para ser o passo seguinte. Colocar em nós (e não nos outros) a possibilidade de cura e de transformação das nossas vidas fascinou-me e restituiu-me o poder pessoal que durante anos recusei assumir.
“Passar a mensagem” pode, afinal, ter vários sentidos. Para mim faz sentido, de momento, poder contribuir para que cada pessoa reencontre o seu poder pessoal, tal como aprendi a reencontrar o meu. É aí que entra o “curador ferido”. Aquele que também pediu ajuda para encontrar a cura dentro de si, que não é perfeito, tem sempre dúvidas e está em constante trabalho e evolução interiores. Só desta forma consegue compreender genuinamente os outros (pelo menos é nisto em que agora acredito).
Outro dos paradigmas que percebi ser importante quebrar é a questão do “diz-me que cursos tiraste, dir-te-ei quanto vales”, próprio de uma sociedade acelerada e de consumo rápido. Talvez por isso não ligue a diplomas, mas ao que as pessoas são capazes de fazer com tudo o que aprenderam. Os que me têm ensinado/formado desenvolvem trabalho na Florescer (representante portuguesa da Foundation for Shamanic Studies) e na Shamanka School of Women (um grupo fantástico de mulheres, em Inglaterra, que me abriu portas para um importante trabalho com o Xamanismo e o meu Feminino).
Porquê trabalhar o Feminino? Porque, de alguma forma, ao tentar igualar-se ao Masculino por pressão social e força das circunstâncias, foi perdendo a identidade. Faz sentido, por isso, restituir à Terra e à vida de cada mulher o poder pessoal e a capacidade de honrar quem realmente é, restaurando a sensibilidade, o equilíbrio e a harmonia interiores. E isso não implica fragilidade, recuo no tempo ou perda de valores. Muito pelo contrário.
Talvez só quando homens e mulheres perceberem que devem ter em si os dois lados (Feminino e Masculino) harmonizados se consiga o tal EQULÍBRIO que todos tanto procuramos.

pelo pouco q vi achei muito interessante.parabens
Parabens.que todos aqueles que a procurarem, encontrem a harmonia interior e bem estar.