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Archive for Janeiro, 2011

O dia hoje acordou cheio de Sol e bem convidativo a aplicarmos uma das práticas xamânicas de contacto com a Natureza. Onde quer que nos encontremos, vamos tentar sentir que fazemos parte desse todo?! Mesmo no meio da  cidade podemos respirar fundo, sentir a energia positiva que flui em nós e agradecer por mais um dia.

Aproveitem!

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O dia hoje, para muitos, é de tomada de decisões. Poderá ser também um bom dia para observarmos a nossa mente. O que por ela passa que parece pertencer ao passado?! Que filme teimamos repetir continuamente?! Poderá ser o momento de cortar com o que ainda nos atormenta (e que não nos leva a nenhum lado) e abrir espaço para novas ideias e realidades.

Bom resto de domingo!

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Eliana Harvey é fundadora da Shamanka School of Women, uma escola de mulheres dedicada à formação e trabalho com Xamanismo. A propósito da palestra “Xamanismo no Feminino”, realizada na Espiral, Eliana enviou uma mensagem ao público português que aqui traduzo e transcrevo:

Eliana Harvey, da Shamanka School of Women

“Chegou o tempo de todos – não apenas as mulheres – redescobrirem as dádivas e qualidades do princípio feminino. A sobrevivência da nossa civilização e do nosso Planeta podem depender disso.

É necessário um profundo respeito pelo ambiente e pela própria Terra,  que nos dá tudo o que necessitamos para sobreviver. Comportamo-nos  como crianças mimadas se acreditarmos que podemos continuar a exigir e a tirar partido sem nada dar em troca.

O mesmo é válido para a maneira como tratamos os outros, sem percebermos que há um sentido de comunidade e partilha que nos ajudará a atravessar estes tempos de desafio, que nos provam que os antigos sistemas, outrora sólidos, estão em vias de colapsar.

Nestes tempos de mudança, as qualidades exigidas são:
-Força interior
-Responsabilidade pelas nossas acções e manter a nossa verdade
-Compaixão por nós e pelos outros
-Cuidar
-Percepção da natureza profunda das coisas e situações
-Paciência
-Receptividade
-Consciência da interconexão de toda a vida
-Criar pela beleza e pelo uso que as coisas podem ter, não apenas para proveito próprio
– Ter tempo para reflectir e contactar com a Natureza

O caminho xamânico, especialmente o trabalho no feminino, desperta as mulheres para a sua verdadeira essência e oferece-lhes comprovadas ferramentas de empoderamento, cura das dores e feridas profundas e permite-lhes o acesso à sua sabedoria inata e à sua criatividade.”
Eliana Harvey

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"O Xamanismo no Feminino", palestra na Espiral - 18 Jan 2011

Agradeço a todos os que estiveram presentes ontem na Espiral para ouvir falar do Xamanismo no Feminino. Vim a pensar que, sem intenção, poderia ter passado mais a ideia de uma abordagem sociológica de género do que propriamente sobre o tema que tanto me apaixona e a propósito do qual nos reunimos.

Por um lado, a forma como encaro o Xamanismo é aplicando-o ao dia-a-dia, que se confronta com muitas e difíceis abordagens (que incluem muitas questões e, obviamente, também as de género). Por outro lado, o Xamanismo é algo que “está” em nós, daí ser-me difícil olhar para ele como algo exterior que possa ser, apenas e só, teoricamente explicado (já para não falar da sua complexidade).

Em resumo, o que gostava que tivesse ficado bem claro é o seguinte:

O Xamanismo é uma sabedoria antiga, de origem tribal, praticada há milhares de anos por homens e mulheres. Apesar de todas as variações, na sua origem mais primordial está esse amor/reverência à Terra (como nossa mãe) e ao Espírito através de todas as suas formas de criação.

"O Xamanismo no Feminino", palestra na Espiral - 18 Jan 2011

Como seres que dão vida, as mulheres têm essa ligação profunda com a Grande Mãe Terra (se quisermos, como diziam tribos no México, através do útero e do poder/sabedoria inata que carrega). O que nos acontece muitas vezes é estarmos desconectadas dessa sabedoria intuitiva e fonte de criatividade que possuímos. Daí fazer sentido falar em Feminino no Xamanismo.

Dizem os entendidos que a Terra chora de dor e destruição (por isso assistimos a tantas catástrofes naturais, muitas delas a provar-nos que somos muito pequeninos e impotentes comparados com a sabedoria e força da Natureza). A sociedade encheu-nos de papéis que temos de desempenhar. As questões de género polarizaram-se no masculino (ao reivindicarem os seus justos direitos, as mulheres como que se “masculinizaram”). Onde há lugar, então, para deixar surgir essa sabedoria inata?

O convite é, por isso, o de religação com o nosso feminino, com a Terra, com a sensibilidade e intuição que nos surgem por direito e natureza. Claro que os homens (ou a energia masculina) têm parte activa neste processo. O dinamismo, acção, empreendedorismo são muito necessários nesta transformação. Mas também o são a reflexão, a sensibilidade, a capacidade equilibrada de “cuidar” que tem o feminino.

Cada ser humano – seja homem ou mulher – só pode funcionar ao seu nível mais profundo se tiver os lados feminino e masculino (Yin e Yang) equilibrados. E é isso que o Xamanismo nos está actualmente a convidar a fazer. Seja homem ou mulher, nutra o seu lado “feminino”, deixe-o manifestar-se sem medo do que os outros possam pensar.

Deixo, no próximo post, a mensagem de Eliana Harvey (mentora da Shamanka School of Women) que foi enviada a pensar nos que estiveram presentes no encontro de ontem.

Obrigada e até breve!

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É com muita satisfação que anuncio que, a partir deste mês, sou responsável pela tradução para português da newsletter de Sandra Ingerman, uma das referências do Xamanismo e uma das pessoas que me tem inspirado no meu caminho xamânico.

Este mês Sandra Ingerman escreve-nos sobre a capacidade de deixar morrer o passado e construir um novo futuro, começando por cultivar pensamentos positivos de alegria, amor e tranformação. Diz-nos, também, que não é de um egoísmo puro termos orgulho naquilo que somos e noso trabalho. Pelo contrário, é uma forma de transmitirmos a paixão que sentimos pela vida e, em consequência, atrairmos sucesso.

Visitem o site e leiam a versão portuguesa:

Transmutation News

Transmutation News – versão portuguesa

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Com o novo ano, novidades no percurso do Caminhos da Alma. Depois da palestra serão também divulgadas as actividades previstas. Apareçam!

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“Quando a esmola é muita, o pobre desconfia”, estamos fartos de ouvir dizer desde crianças. E talvez também porque não gostamos de sofrer, preferimos desconfiar das coisas boas que nos acontecem. Não deram já convosco a pensar, perante um acontecimento fantástico, “eh pá, o que será que vai acontecer de mal a seguir?” É como se nos fôssemos preparando para um eventual revés na situação. E enquanto estamos preocupados com o mal que virá a seguir, estamos a gastar o tempo que podíamos aproveitar a saborear as coisas boas. Confiar é difícil, sobretudo se estamos habituados a jogar à defesa e a não conseguir sentir o bom por muito tempo. Como tudo, também nos podemos habituar a pensar que merecemos o bom e que ele pode durar na nossa vida. Como se faz isso?! Não sei bem. Mas penso que pode ser uma questão de confiança…

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Outro dia perguntavam-me: se consegues fazer terapias a outras pessoas e ajudá-las, por que razão não consegues resolver todos os teus problemas?! Confesso que a pergunta me deixou um bocadinho apreensiva, eu que gosto da perfeição e do exemplo (algo que também se aprende a ir largando com o tempo). Mas a resposta é simples. Pela mesma razão que um psicólogo não faz sessões a familiares e

"O Terapeuta", Magritte

procura outros colegas quando precisa de se tratar, também um terapeuta numa área chamada mais “alternativa” não é bom juiz em causa própria. É sempre mais fácil serem os outros a darem-nos uma ajudinha de fora, ainda que a solução e decisões estejam depois dentro de nós. Por muito que leia, pratique, experiencie, vou sempre interrogar-me se o que tenho está a ser bem diagnosticado por mim ou estou a deixar que factores o influenciem, como o meu desejo de me ver livre dos problemas e a minha subjectividade. Por isso, “não. Ninguém tem a solução para todos os problemas, nem mesmo um terapeuta”. Além disso também penso que quando chegarmos ao ponto de nada ter para resolver, deixa de fazer sentido estarmos vivos (se encararmos a vida como oportunidade de aprendizagem). Noutra perspectiva, um terapeuta não é um produto perfeito e acabado (mesmo que as pessoas projectem isso nele ou que alguns o queiram parecer). E os problemas são sempre oportunidades de ir mais além no conhecimento terapêutico e na aproximação que podemos ter com os problemas dos que nos procuram. Face a um problema vamos procurar crescer, evoluir, trabalhar-nos para resolvê-lo. Estaremos a dar passos em frente na nossa cura e na ajuda que podemos dar à cura dos outros.

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Espero que todos tenham entrado muito bem em 2011, um ano que os especialistas garantem ser de crise. Já sabem o que penso em relação a isso. Se a vida é por ciclos e a seguir a um momento mau vem um bom e vice-versa, então há-de haver sempre quem esteja bem e menos bem numa mesma fase. E por que não poderemos ser nós a estar bem desta vez? 

Ontem li um texto sobre a possibilidade de traçarmos o nosso rumo e construirmos um novo caminho a qualquer momento. A mensagem, da já aqui falada Sandra Ingerman, lembrava-nos como é bem mais fácil refugiarmo-nos nas nossas dores e queixas e seguir viagem assim, com a bagagem que já conhecemos. Mas há outra forma possível: cortar com pensamentos antigos e doentios e comprometermo-nos a construir uma nova etapa de vida. Pensamento positivo, optimismo, esperança e confiança numa vida melhor. Sandra Ingerman lembra que é preciso cuidar bem do nosso “jardim”, que terá as flores que escolhermos plantar. Bem no início do ano e com as previsões de crise pela frente, vamos ousar fazer diferente?!

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