“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não me esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo e que posso evitar que vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo”
Fernando Pessoa

Numa das leituras que hoje fiz era defendida a tese de que vamos sempre a tempo de construir a nossa realidade. O que lá vai, lá vai. O facto de ter sido assim não significa que vá continuar a ser. E em muito depende de nós. Então e o que é preciso fazer para mudar o nosso “destino”?! Em primeiro lugar, talvez descontruir isso mesmo: o conceito de destino e a probabilidade de sermos nós que o fazemos. Depois, identificar as crenças que sempre nos incutiram e que acabaram por construir a nossa realidade. Se partirmos do pressuposto que somos um produto do nosso meio e de quem nos criou, significa então que temos o potencial de ser um produto diferente, que vai mudando e se vai adaptando às realidades impostas. Ora então e se construirmos a nossa realidade? Parece-me que – apesar de lento porque já criámos um hábito – é possível abanar estruturas e plantar a semente que queremos. É como a história dos dois lobos. Vai crescer a semente que eu alimentar…





