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Archive for Novembro, 2010

Chegou-me hoje um e-mail com um texto do astrólogo João Medeiros sobre as perspectivas astrológicas para os próximos tempos. “A incerteza é grande, em relação a quase tudo que representa segurança material na sociedade: emprego, dinheiro, bancos” diz-nos no texto. A questão que se coloca, então, é o que fazer perante este facto inevitável que tanta ansiedade e medo nos causa?

No mesmo texto, o autor chama-nos a atenção para a necessidade de arrepiar caminho e deixarmos de parte o consumismo em direcção ao AMOR. Dar os bons dias, agradecer, mostrar-se disponível e presente para o outro são pequenos passos diários que parecem simples, mas que dificilmente damos porque temos a cabeça noutro lado (ou, simplesmente, porque não estamos para aí virados). Porém, estamos a ser convidados a fazê-lo.

“Em linguagem “esotérica” chama-se a este despertar de consciência – a abertura do chakra Cardíaco: saber amar o outro, entender o outro como a mim mesmo. E para isso, obviamente, terei que me amar e conhecer. Respeitar-me… e, em simultâneo, respeitar o outro”, explica João Medeiros.

E deixa, também, as justificações astrológicas: “em termos astrológicos, podemos interpretar 2009-2011 como uma viragem histórica, sem precedentes, que durante os próximos 10 anos se manifestará como fim do materialismo.” (…) Não se admire, por conseguinte, que até 2020 a sociedade dê uma grande cambalhota e total revisão de valores e escolhas. Em particular, no que respeita à ligação à Natureza (alimentação), acumulação de riqueza (fortunas), e segurança material (poupanças) – tudo isto associado ao signo Touro – o signo dos valores pessoais.”

Não sei como é nas vossas vidas, mas por aqui já se sente essa necessidade de deitar a carga fora e ficar com o verdadeiramente essencial. Para grande surpresa minha, tem sido possível verificar que se consegue MESMO ser mais feliz com bastante menos. Além de se conseguir até ser mais livre e mais verdadeiro connosco e com os outros. Asseguro que não é o fim do mundo, é apenas uma redefinição de QUEM SOMOS e do que queremos FAZER AQUI.

PS – posso reencaminhar o e-mail com o texto de João Medeiros a quem o peça para caminhosalma@gmail.com

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A lei da atracção no chamado movimento “New Age” diz-nos que tudo o que pensamos (consciente ou inconscientemente) acontece nas nossas vidas. O mesmo será dizer que podemos ter a vida que quisermos, ou melhor, que pensarmos. Por norma, seja por falta de fé ou insegurança, é mais fácil atrairmos o que pensamos de negativo do que todas as coisas boas que nos passam pela cabeça (talvez porque despendemos menos tempo e energia a pensar nelas).

Também no xamanismo existe a crença de que somos os únicos com a capacidade de mudar realmente as nossas vidas, pois tudo o que precisamos está dentro de nós. Não é à toa que a INTENÇÂO é um dos elementos chave quando se faz um tratamento, seja ou não através de uma viagem xamânica.

No livro “How To Thrive in Changing Times”, Sandra Ingerman ensina-nos um exercício para sentirmos como é verdadeiramente a lei da atracção. Ler sobre ela e percebê-la intelectualmente não é difícil. O problema é que racionalizá-la apenas não tem a mesma força de senti-la visceralmente, o que vai acabar por fazer a diferença na prática.

A proposta é interiorizar diariamente esse mecanismo de atracção… com ímans. Pegue num íman grande que tenha, por exemplo, na porta do frigorífico e arranje um pin. Agora divirta-se:

1) aproxime o pin do íman e mantenha-os próximo sem os largar. Sinta a atracção que existe entre ambos.

2) faça este exercício várias vezes por dia, durante alguns dias, para ir sentindo e integrando no corpo como funciona a atracção (aqui entre dois objectos, mas que se pode transpor para o que atraímos nas nossas vidas).

3) pense e sinta, com base no que verificou, na intensidade que é necessária para que aquilo que queremos se manifeste mesmo e não fique pelos pensamentos.

Tudo está interligado e por alguma razão nos diz a sabedoria popular que “querer é poder”. Querer muito pode ser, tão somente, sermos em versão humana o forte íman do frigorífico.

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‎”Tudo o que precisamos está dentro de nós”. Em tempos conturbados de incertezas e grandes mudanças, esta máxima pacifica-me.

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Do ponto de vista legislativo, dizem os especialistas, somos dos países mais avançados da Europa no que respeita a violência doméstica. Mesmo assim, este ano é o terceiro pior em mortes de mulheres por este crime.

Esta quinta-feira assinalou-se o Dia Internacional para a Eliminação de todas as formas de Violência contra as Mulheres, com a apresentação do IV Plano de Combate à Violência. Os números não deixam mentir e não deixam ninguém indiferente, mas escondem as restantes formas de agressão: psicológica e sexual. Quantas mulheres nas suas casas são maltratadas não só fisicamente, mas com este tipo de assédio e de pressões?! Depressão, perda de auto-estima ou desemprego são alguns dos danos colaterais que não costumamos ter em conta.

Um estudo da Universidade Nova de Lisboa mostra-nos que uma mulher vítima de violência doméstica, em comparação com uma “não vítima”, tem um custo acrescido de 140€ por ano, sendo 90% (127€) suportados pelo Serviço Nacional de Saúde. O espaço casa-família é muito perigoso para as mulheres, sendo aí que ocorrem a maior parte dos casos. Temos todos a ganhar se, como nos diz a lei, denunciarmos os casos que conhecemos.

Dizem também os estudos sociológicos que muitas destas mulheres acreditam ter feito algo para merecer esta violência e acreditam que se ele lhes bateu é porque gosta realmente dela.

Claro que alguns homens são vítimas de violência doméstica, mas o número é incomparavelmente menor. Os maiores agressores dos homens, de um modo geral, são outros homens, depois de discussões ou brigas na rua. Quanto à violência sexual, ainda de acordo com o estudo da Nova, os homens são também alvo, mas não o encaram como violência. Vêem-no como uma lisonja ou forma de galanteio…

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Recentemente lançaram-me um desafio: “Consegues não falar do Passado nem projectares o Futuro e estares aqui comigo só a falar no Presente?” Confesso que respondi por impulso: “Claro que sim!!!” Mas não consegui. Precisei sempre de recuar ao Passado para justificar o Presente e projectar-me no Futuro para encontrar também algumas justificações.

Talvez o que somos devesse valer só pelo “aqui” e pelo “agora”, mas a verdade é que há já um caminho percorrido que nos leva a ter feito uma série de escolhas que condicionam o momento no qual agora nos encontramos. Além disso, como me apresento a uma pessoa que acabo de
conhecer sem falar um pouco do meu Passado e dos meus  projectos para o Futuro?!

Confesso que fiquei a pensar nisso e a achar piada ao difícil desafio. E depois saltei para pensamentos mais filosóficos “o passado já lá vai e o futuro ainda não chegou, logo, o presente é o único que existe”. Ai sim?! Então e se virmos de outro prisma? Pensarmos que se o presente é ao segundo e passa logo a passado, se calhar é aquele no qual não se consegue mesmo prolongadamente viver…

Não sei… Convido-vos a pensar nisto.

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The Luminous Warrior redefines herself as fearless, totally reclaiming her missing parts and reconfiguring her energetic fibres, claiming longevity, peace of mind and spirit.

Shamanka School of Women

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“Ho’oponopono” é uma antiga prática hawaiana de reconciliação e perdão que tem por base a ideia de que temos 100% de responsabilidade em tudo o que acontece no NOSSO mundo.

É óbvio que existem factores exteriores que não controlamos, mas conseguimos sempre (pelo menos podemos tentar) controlar os nossos pensamentos em relação a isso e escolher o que queremos atrair para as nossas vidas. O que nos dá responsabilidade, mas também poder pessoal.

Diz-nos esta prática que, se queremos mudar circunstâncias exteriores, precisamos de começar no interior e “limpar” os nossos pensamentos. “Ho’oponopono” ensina-nos que os pensamentos baseados em memórias antigas bloqueiam-nos a inspiração, que é onde residem as respostas para a nossa existência.

Limpar os pensamentos abre-nos para a inspiração. Esse processo de limpeza mental deve ser feito numa conversa com Deus em 5 passos (um Deus que não precisa de ser católico, pode ser o Universo ou uma outra energia):

1 – Diz a ti mesmo: Eu amo-te
2 – Diz a Deus: Desculpa
3 – Diz a Deus: Por favor, perdoa-me
4 – Diz a Deus: Obrigada
5 – Diz a ti mesmo e a Deus: Eu amo-te

 Pedir desculpa e o perdão ajudam a desbloquear uma determinada situação.

De seguida, devemos expressar gratidão pela solução do problema e por termos sido perdoados e agradecer por isso.

“Amo-te” é uma das melhores expressões para demonstrar Gratidão. E esta é uma peça essencial da Lei da Atracção.

A partir do momento em que assumimos 100% de responsabilidade por tudo na nossa vida, estas são as respostas que nos podem pacificar interiormente e mudar qualquer situação mesmo com outras pessoas. Perdão, Gratidão e Amor são, possivelmente, os únicos caminhos para deixar ir velhos pensamentos.

Conta-se que, no Hawai, o Dr. Ihaleakala Hew Len conseguiu curar a ala de um hospital psiquiátrico para criminosos utilizando este método. Enquanto revia os casos, o médico fazia este exercício e rezava uma oração. Todos os pacientes ficaram curados.

Aqui fica a oração, utilizada por Morrnah Simeona, uma das referências do “Ho’oponopono”:

Divino Criador, Pai, Mãe, Filho… todos UM SÓ. Se eu, a minha família, parentes e ancestrais TE ofendemos em pensamentos, palavras e actos, bem como à tua família, parentes e ancestrais, desde o início da Criação até ao Presente… pedimos o TEU perdão. Deixa que se limpem, purifiquem, libertem e cortem todas as memórias negativas, bloqueios, energias e vibrações e se transmutem estas indesejadas energias em PURA LUZ… E está feito.

Como não acredito muito em quem fala e não dá o exemplo… o “Ho’oponopono” é o próximo passo do meu processo terapêutico. De facto, não é fácil pô-lo em prática perante uma pessoa que nos maltrata ou uma situação que nos magoa. Mas é um grande e estimulante desafio!

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Caminhos da Alma

Cada um de nós terá uma definição de Alma, dependendo também das ideologias e influências que foi tendo ao longo da vida. Eu defendo o mesmo conceito de alma de Sandra Ingerman. Para esta psicoterapeuta e praticante/professora de xamanismo, alma “é a nossa essência, força vital, a parte da nossa vitalidade que nos mantém vivos e prósperos”.

Um trauma físico ou emocional é uma das razões que pode levar parte da alma a ausentar-se, deixando uma sensação de vazio, perda e por vezes depressão. Gosto de utilizar a expressão “congelar”, para dar a entender que essa parte que nos completa continua lá, apenas precisa de ser resgatada e “descongelada”. Todo este processo pode ser feito com um trabalho xamânico de Recuperação da Alma, que será tema de outros posts.

Além da definição de Sandra Ingerman, acredito também que a Alma pode ser algo muito maior do que a nossa essência/força vital nesta existência. Imagine-se que temos várias vidas. Se assim for, poderá ser a Alma esse Ser Maior que de vez em quando manda as suas partes ao mundo físico para cumprir parte do seu caminho?

Significa isso, então, que há vários caminhos?! Pelo menos haverá um por pessoa, fazendo de nós seres especiais. Depois, ao longo de uma existência de cada pessoa, poderão existir vários caminhos que vão mudando e fazendo sentido em fases diferentes de vida. Foi essa a ideia que deu origem ao nome deste blogue.

Juntando a isto o facto de acreditar que só cada um tem o poder de mudar a sua vida, pretende este blogue ser um local de partilha e discussão que contribua para que cada pessoa assuma o seu poder pessoal e escolha os vários caminhos que fazem sentido nesta  sua existência (e podem ser tantos, o que torna a vida muito mais misteriosa e emocionante!). Mas a escolha também exige coragem e pode ser muito difícil. Penso que é por isso mesmo que preferimos, muitas vezes, deixar o nosso poder na mão de terceiros. Assim nunca teremos de assumir responsabilidades, nem eventualmente sentir culpa por uma decisão que possa parecer menos acertada.

Se alguma vez descobrimos todos os caminhos?! Não sei se alguém estará em condição de dizê-lo, uma vez que enquanto viver estará a caminhar, logo, a aprender e a fazer escolhas de percurso.

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